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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Um pouco de flor, com seus espinhos e pingos (sangue e orvalho)

Depois de um tempo por fora, se volta pra dentro.

Depois de um tempo, o espaço (sideral, espectral, vazio, preenchido de).

E, é claro, aquele íssimo íssimo íssimo. Cansaço.


A Tarde Talvez Fosse Azul

Nofim tudo se resume em sexo

esse coitado coito

essa dança sem nexo


tudo se sintetiza no desejo

esse imã de vento que

não vejo, mas creio


pelo que passo nos passeios

de beijo em beijo

de apelo em pelo


de fora pra dentro

da paixão ao chão

do colchão ao caixão...


mas não. sinto muito.

não sei trocar de corpo

como troco de roupa


Há algo mais pra tocar

batendo no peito na porta

na boca no nada sem sentidos


aí escorre o coração: a candeia dos vivos


...


queria, vez ou outra

falar de amor


gastar na escrita essa

gastrite nervosa


falar de flor da saudade de não ter

ilusão no concreto da realidade


olhar o horizonte por cima do muro ver

a alvorada brilhar como olhos damada


mas não vejo ela vejo a tela novela mídia medo

vejo sem ver – cego de mãos e de dedos


não sei descrever meus segredos não sinto o que seja

apenas desejos. e desvejo esses elos com medo. Medo...


...


Um Queijo do fundo do peito.

2 comentários:

  1. Seus poemas têm uma musicalidade incrível. Muito, muito legal.

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