Todos se mostram na mostra. Muito se ouve, pouco se vê. Nada só contra ou a favor (de cima do muro se vê mais longe?) : só posso dizer que vejam, quem tem olhos para ver. Tudo lá foi gratuito. E olha que isso tem um fundo bem em-baixo. Sem general izações, penso que há de se pensar, ao menos, com quantos paus se faz uma tenda em tiradentes. E para quem, essa canoa, cara pálida?
Bom que, entre di-versões e amizades, companhias e possibilidades de encontro, sempre há um espaço para o acaso cumprir seu destino.
Penso logo insisto, penso que resisto, penso que penso o que penso que penso; canto enquanto isso:
Pre-ferir
a Seiva à selva
o Branco à tinta
o Entre, à linha
...
Contigo, cantiga
comverso
canto em qualquer canto
mexpresso.
...
Esperança
Um dia, verão
em raios sem conta
o sol desponta
...
Sonho em inscrever uma palavra que brada. Que se volte aos fragmentos de onde veio, onde tudo é tal, tudo é toque, tato, total. No chão, a pedra vai re velando o caminho entre vãos. Montanha, pedra, cal.
e aí, o que vai ser?
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
roda mundo roda gigante roda moinho roda Pião.
Mais um giro na sustentação de nosso desespero frente ao infinito relativo do tempo. Mais um giro em torno dos nossos suspiros por um mundo melhor, um fundo melhor, uma renda melhor, uma lenda melhor. Precisamos capinar nossos caminhos. Apesar de tudo, apesar de nós, os nós nesse rolo girante, o parque continua. Apesar de nossa impassível persistência em olhar a miséria e a desolação, o mundo ainda estremece no desespero. E toma de volta um pouco da vida que lhe tomamos cotidianamente. Força ao povo do Haiti, e a todos que, com os mas e más de sempre, continuam. Continuo:
...
O tempo dá voltas
voraz mente
.
como mundos
como átomos
como versos
como se nota
como se volta
.
não por acaso
meus dias
estão
contados
.
em voltas
eternas
da
terra
.
ora
em torno
de si
ora
em torno
do sol
.
envolto
em escuridão
.
à parte
ao partir
o ir
.
o norte
essa valsa
auroras ocasos
.
por onde
passo
.
apenas ponto
diáfano
.
pairando
.
no espaço
à espera
da morte
...
Partindo aos corações
lá se vão os palhaços
caminhando
sobre sonhos esfarelados
...
Após os beatles, o rock n' roll e a cultura das contraculturas, O Sono Acabou.
E agora, o que faremos de nós?
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Passareando pelos cantos, entre férias e feras e descansos, mais uns cantos dos cantos:
Avenida Vida
Ter o direito
de estar esquerdo
de ir e vir e servir
a ninguém.
sorver o vinho no vi-
ver o horizonte
essa linha vista -
nunca lida.
cem acertos
ou açoites
- ver.
vir a ser
o vão
devir
via
vira
viva
poesia.
venha logos..:
noite dos meus dias.
...
Folha
um apontàdor
um lápis
a ponta
(fogo!)
...
Bom começo do fim pra todos. Tudo bom, já tá bom. Pois todas as coisas do Mundo não cabem numa ideia, mas tudo cabe numa palavra, nesta palavra, tudo.
Avenida Vida
Ter o direito
de estar esquerdo
de ir e vir e servir
a ninguém.
sorver o vinho no vi-
ver o horizonte
essa linha vista -
nunca lida.
cem acertos
ou açoites
- ver.
vir a ser
o vão
devir
via
vira
viva
poesia.
venha logos..:
noite dos meus dias.
...
Folha
um apontàdor
um lápis
a ponta
(fogo!)
...
Bom começo do fim pra todos. Tudo bom, já tá bom. Pois todas as coisas do Mundo não cabem numa ideia, mas tudo cabe numa palavra, nesta palavra, tudo.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Atronarta Libertado - solto no espaço
Essa da arte de astronarta fica pra outra data. Por ora, no tempespaço-tempestade relampando-relativo, o pó dum poema cinzelando concreto:
Solte o se, o si
faça-se fumaça
sonhe esse sono
sangre esse osso
suma essa sombra
asse esse aço
sem susto
cem passos
cem saltos-
pássaros
cintilando
no espaço
seja seu
sempre - somos
o sumo:
semente
somente
se
ser
se
saber
si
solo
sol
só
o
ó
.´
.
.
! . ?
Abraços reticentes . . .
Solte o se, o si
faça-se fumaça
sonhe esse sono
sangre esse osso
suma essa sombra
asse esse aço
sem susto
cem passos
cem saltos-
pássaros
cintilando
no espaço
seja seu
sempre - somos
o sumo:
semente
somente
se
ser
se
saber
si
solo
sol
só
o
ó
.´
.
.
! . ?
Abraços reticentes . . .
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
mais do mesmo, sempre, diferente.
Tudo provisório ainda. Nome frases aparências e tal.
Cansado de arquivar desvãos só em orkuts agendas líquidos e sons. Aqui: gaveta virtual para escritos meus, de terceiros, segundos ou primeiros. Parte daqui para o mundo; como tudo: Bom apetite.
Começa com uma polêmicassemia mia, metomímica:
Me espanto.
às vezes
me escrevo
inscrevo
leio
tanto
que...
me livro.
É tanta cria
atividade
no ar
que
I too
in vento.
Ou em páginas
me nada
tanta água
que
eu rio
eu, nada.
...
Poesia é minha alergia:
espirrar a poeira do ar
que só se vê, tem vez, ao sol
mas está lá.
Dor-Alívio-Alegria.
joga da boca nas caras ou pior,
tapa com a mão
e deixa o vírus se espalhar
pelas linhas dos dedos contaminados
e daí pro mundo, aberto à palma
de nossa invisível fragilidade.
...
Cuidado com a gripe do porco.
Especialmente as mulheres grávidas velhos crianças bêbados e frágeis em geral.
Tudo provisório sempre. Nomes frases aparências e tal.
Cansado de arquivar desvãos só em orkuts agendas líquidos e sons. Aqui: gaveta virtual para escritos meus, de terceiros, segundos ou primeiros. Parte daqui para o mundo; como tudo: Bom apetite.
Começa com uma polêmicassemia mia, metomímica:
Me espanto.
às vezes
me escrevo
inscrevo
leio
tanto
que...
me livro.
É tanta cria
atividade
no ar
que
I too
in vento.
Ou em páginas
me nada
tanta água
que
eu rio
eu, nada.
...
Poesia é minha alergia:
espirrar a poeira do ar
que só se vê, tem vez, ao sol
mas está lá.
Dor-Alívio-Alegria.
joga da boca nas caras ou pior,
tapa com a mão
e deixa o vírus se espalhar
pelas linhas dos dedos contaminados
e daí pro mundo, aberto à palma
de nossa invisível fragilidade.
...
Cuidado com a gripe do porco.
Especialmente as mulheres grávidas velhos crianças bêbados e frágeis em geral.
Tudo provisório sempre. Nomes frases aparências e tal.
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